Com o fim de mais um ano letivo se aproximando, torna-se imperativo para todas as instituições de ensino começar a pensar em como fazer um planejamento escolar para o período seguinte. Ou seja, é o momento de rever as estratégias adotadas anteriormente, avaliar quais funcionaram e o que precisa ser reestruturado.

Logo, fazer um planejamento escolar eficiente é uma forma de organizar os trabalhos do ano seguinte nos níveis administrativos e, especialmente, pedagógicos. Para tanto, é preciso ter em mente algumas dicas e informações que poderão ajudar nessa construção.

Pensando nisso, este artigo traz um passo a passo para um planejamento escolar eficiente e capaz de realmente ajudar sua escola. Confira!

Tenha um objetivo

Um planejamento escolar eficiente precisa trabalhar com objetivos que deverão ser alcançados naquele ano. Isso pode ser tanto da parte administrativa, como aumentar o número de matrículas, reduzir a inadimplência ou ampliar os espaços da escola; como pedagógica, tal como a implementação de novos projetos ou cursos.

Traçar os objetivos é o primeiro passo para se estabelecer um plano de negócios e um plano de ação eficientes, que possam garantir o sucesso para aquele ano. Com base no que se deseja alcançar, fica mais fácil observar as necessidades práticas e pedagógicas que se apresentarão e entender como fazer para supri-las.

Estabeleça metas

É muito comum (infelizmente) as escolas e cursos não terem um plano de negócios ou de ação. Isso porque nem sempre os gestores têm a consciência efetiva de que se trata de uma empresa. Por isso, é muito importante para um planejamento escolar estabelecer as metas de negócios e pedagógicas.

Para as escolas que já contam com um plano de negócios, é preciso também rever e reestruturar as metas de acordo com a realidade apresentada pela experiência do período letivo anterior, a fim de investir em atitudes mais concretas e que possam apresentar resultados significativos.

As metas precisam ser estabelecidas para curto, médio e longo prazo e devem considerar indicadores tangíveis e quantificáveis, para saber se estão sendo cumpridas.

Alguns critérios que podem ser adotados são: número de matrículas, taxa de adimplência, resultado acadêmico médio dos alunos, lista de presença, entre outros. Os indicadores precisam ter efetiva serventia para se verificar a viabilidade e retorno das ações tomadas.

Delegue responsabilidades

O gestor escolar não pode ser responsável por todo o planejamento sozinho, ou ficará sobrecarregado e não conseguirá cumprir as metas estabelecidas. Logo, é preciso compartilhar as responsabilidades, elegendo coordenadores educacionais, dividindo as áreas administrativas da escola, organizando os setores críticos e delegando responsabilidades entre os demais profissionais.

Assim, criar uma cadeia hierárquica não só é vantajoso para qualquer empreendimento, como também é essencial para o crescimento. Delegar as responsabilidades ajuda a descentralizar as decisões e dinamizar o funcionamento da escola e dos cursos, além de facilitar o acompanhamento dos indicadores e do alcance das metas.

Contar com equipes especializadas nas coordenações ou nos setores administrativos também aumenta a expertise do gerenciamento e permite decisões mais técnicas, tomadas com maior profissionalismo. Inclusive, é possível delegar certas funções, como o marketing educacional por exemplo, a empresas parceiras,

Tenha os recursos necessários

Um ponto muito relevante para um planejamento escolar é saber quais os recursos disponíveis e como alocá-los de forma eficiente. Assim, não é viável querer aumentar em 500% o número de matrículas, se a escola não tiver condições de oferecer a esses alunos um serviço de qualidade. É preciso saber como aplicar os recursos necessários em um crescimento constante e consistente.

Nesse quesito, é também imprescindível se preocupar com a obtenção desses recursos. Para escolas e instituições de ensino em geral, a principal fonte de renda, se não a única, são as matrículas e mensalidades. Por isso, é preciso também se preocupar com a inadimplência e com como fazer para que os alunos paguem em dia.

Uma escola, no quesito administrativo e financeiro, é como qualquer empresa. Se não tiver recursos ou se estes forem insuficientes, poderá falir. Logo, é preciso, para um planejamento escolar eficiente, ter noção exata do balanço financeiro e patrimonial e uma meta atingível de crescimento, projetando as despesas e investimentos para o próximo período letivo.

Envolva toda a comunidade

Algo muito negligenciado pelos gestores na hora de fazer um planejamento é a possibilidade de ouvir a comunidade escolar. Muitas vezes, as decisões são apenas impostas, quando poderiam ser conversadas em reuniões, palestras, eventos ou mesmo utilizando um sistema de feedback através de pesquisas estruturadas.

Envolver a comunidade dá uma visão 360º da situação da escola, da qualidade dos cursos, dos profissionais pedagógicos e das instalações.

Uma outra grande vantagem em envolver a comunidade escolar no processo de planejamento é a possibilidade de gerar engajamento dos alunos com a instituição. A participação nesse processo garante uma sensação de pertencimento, o que é uma estratégia muito interessante de marketing educacional.

Siga as diretrizes do MEC

Um ponto óbvio, mas ainda assim importante de ser colocado é que todas as escolas e cursos devem seguir as diretrizes curriculares educacionais do Ministério da Educação (MEC). As diretrizes são o guia básico sobre os conteúdos das matérias e cursos que devem ser obedecidos para eventual diplomação. Mais que obrigatórias, elas ajudam muito os coordenadores no planejamento pedagógico para o ano letivo.

As diretrizes curriculares educacionais do MEC ficam disponíveis no portal do Ministério e podem ser acessadas por qualquer pessoa ou instituição de ensino, que já deve utilizá-las em seu funcionamento. Na dúvida, os gestores podem entrar em contato com o Ministério da educação e dirimir potenciais questões pedagógicas, burocráticas e administrativas.

Ou seja, fazer um planejamento escolar eficiente é algo que demanda um trabalho contínuo, com a elaboração dos objetivos, metas, plano de negócios, pedagógicos, avaliação de métricas e o envolvimento de todos da comunidade.

Essa atividade também é essencial para se conseguir criar um cenário ideal de desenvolvimento educacional e crescimento empresarial, com o aumento do número de matrículas e alunos, o que demanda a atenção de gestores e coordenadores, além de constante atualização sobre as melhores práticas educacionais.

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