Muito se fala sobre inovação na educação, mas será que os gestores educacionais sabem realmente o que isso significa? O século XXI trouxe muitas mudanças sociais e avanços tecnológicos que impactaram diretamente as vidas das pessoas nos âmbitos pessoais e profissionais. No entanto, por algum motivo os modelos educacionais parecem continuar resistindo a essas mudanças.

De fato, muitos acreditam que, para inovar, basta acrescentar mais tecnologia e esperar que ela faça sua mágica. No entanto, a realidade já se mostrou muito diferente disso. Afinal, o uso de aparelhos tecnológicos como computadores, tablets e smartphones nada mais é do que uma mudança nas ferramentas. A diferença entre uma tela touchscreen gigante na sala de aula e um quadro com giz é, em última análise, apenas uma questão de possibilidades de uso.

A tecnologia na educação é muito importante por dar mais possibilidades, mas se ela for utilizada dentro do modelo tradicional de ensino e nas mesmas técnicas antigas, não vai apresentar resultados tão bons. Portanto, a inovação não se trata de apenas usar novas ferramentas, mas de como aproveitar todo seu potencial.

Além disso, é preciso ter em mente que a inovação não é somente criar o novo, mas ter a capacidade de repensar os processos e fazê-los de forma diferente e mais eficaz. Para inovar é preciso trabalhar as formas de pensar e de transmitir o conhecimento — o principal objetivo da educação —, revolucionando a gestão educacional.

Em uma sociedade cujo desenvolvimento tecnológico faz parte do dia a dia, é importante usar essas novas ferramentas, mas é mais necessário saber como usá-las de maneira inovadora. Por isso, listamos 7 dicas fantásticas para implementar a inovação na educação. Confira!

1. Trabalhar conteúdos interdisciplinares

Um dos principais pilares da inovação na educação do final do século XX e no começo do século XXI é a interdisciplinaridade. Isso significa, de uma forma simplificada, não tratar o conhecimento como caixas isoladas apenas, mas fazer com que ele seja amplamente conectado a outros assuntos. Assim é possível trabalhar conjuntamente as diversas áreas do saber, a fim de desenvolver uma maior projeção de mundo e uma visão complementar entre as disciplinas.

Embora os conteúdos interdisciplinares estejam ganhando espaço na cultura educacional brasileira — em grande parte graças ao ENEM, que adotou essa prática para as provas —, eles já são bastante utilizados nos cursos profissionalizantes, no ensino de idiomas e nas faculdades que aplicam metodologias baseadas em resoluções de problemas, por exemplo.

2. Estimular o protagonismo dos estudantes

O modelo tradicional de ensino é presencial e focado na figura do professor como pilar central e disseminador do conhecimento. Essa estrutura hierárquica tem sido muito debatida nas últimas décadas, em vista da impossibilidade prática do aprendizado uniforme de todos os estudantes de uma mesma sala de aula.

Uma das formas de trabalhar a inovação na educação é uma mudança de paradigma, que torna o aluno o foco e o protagonista do desenvolvimento do conhecimento em sala de aula ou mesmo fora dela — atendendo às particularidades de sua capacidade de aprendizado e áreas de mais afinidade, por exemplo.

Métodos de educação construtivistas e com base em resoluções de problemas são práticas comuns para estimular esse protagonismo.

3. Desenvolver a criatividade

Outro ponto importante da inovação na educação é a criatividade. Ser criativo, assim como ser inovador, não é apenas pensar o novo, mas encontrar melhores caminhos para processos antigos ou trabalhar conexões de conhecimento.

O desenvolvimento criativo focado no estudante estimula o aprendizado, a busca pelo saber e é uma excelente forma de inovar na escola.

4. Inserir novas tecnologias

Como já foi dito, a tecnologia tem um papel importante na inovação da educação ao propiciar ferramentas com amplas possibilidades. O uso de computadores, tablets e smartphones para a educação pode ser inovador, desde que essas ferramentas sejam direcionadas para empregar formas mais eficientes e interessantes de trabalhar o conteúdo.

Nesse sentido, a automação dos processos pode ser muito útil, pulando etapas de trabalho meramente braçal para facilitar pesquisas e consultas, por exemplo. Além disso, o desenvolvimento da realidade virtual — ainda pouco explorada na educação — abre portas muito interessantes para colocar estudantes em situações práticas do mundo profissional sem, no entanto, os riscos inerentes da realidade.

Soma-se a isso as possibilidades de streaming em aulas online, o uso da realidade aumentada e a internet das coisas, entre outras inovações tecnológicas que surgem todos os dias e que podem ter ampla aplicabilidade na educação. Cabe aos gestores educacionais e às equipes pedagógicas saber como aplicar essas ferramentas de forma inovadora.

5. Utilizar estratégias de gamificação

Uma das estratégias de destaque em termos de uso tecnológico para a educação é a gamificação. O termo vem de game — “jogo”, em inglês — e trata-se de criar jogos educativos e interessantes para estudantes, que desenvolvam os conceitos das disciplinas, especialmente em um contexto interdisciplinar.

De fato, o uso de jogos educativos não é recente, mas a possibilidade de desenvolvê-los com extrema facilidade e permitir sua disseminação como um app, por exemplo, o é. Quando bem utilizada, a gamificação se prova extremamente eficiente.

6. Ampliar os meios de comunicação

O estudante não está apenas na sala de aula. Em uma era hiperconectada, é importante para escolas, cursos profissionalizantes e de línguas ou faculdades desenvolver canais múltiplos de comunicação.

Muitos cursos têm criado apps próprios, por exemplo, que servem de plataforma online para a comunicação com os estudantes, a consulta de informações e de histórico.

O uso das redes sociais, já tão disseminado, não pode ser ignorado. Inovar nas redes e engajar estudantes e familiares é uma estratégia que tem se mostrado muito útil — inclusive para a captação de novos alunos.

7. Desenvolver experiências práticas

Outra inovação na educação é aliar a teoria dos métodos tradicionais às experiências práticas. Muito comum em cursos e faculdades que trabalham dentro do método de aprendizado por problemas e escolas construtivistas, as experiências práticas se mostram como uma importante ferramenta de fixação do saber.

Como demonstrado, a inovação na educação não está necessariamente ligada ao custo ou ao investimento financeiro, mas a pensar por ângulos diferentes, ao ser criativo nas soluções e conseguir se adaptar à realidade de cada aluno.

Torne a inovação um valor para a sua escola! Com isso você também poderá aumentar ainda mais a captação de alunos. Podemos mostrar como. Entre em contato conosco!