A mensalidade do seu curso é atraente para o público? Já pensou quais critérios que levam a definir o preço que o aluno paga para fazer suas aulas? Pensar em precificação na educação é uma das tarefas mais complexas e das decisões mais difíceis que os gestores das escolas e cursos podem tomar. Isso porque há muitos fatores a se considerar neste contexto.

A precificação da mensalidade não pode ser baixa demais a ponto de desprestigiar a instituição ou, pior ainda, não cobrir os custos mínimos. Também não pode ser alta demais a ponto de gerar desinteresse nos potenciais alunos ou não estar de acordo com o que a instituição efetivamente oferece. Precisa considerar um preço justo ao público-alvo, que englobe uma margem de lucro efetiva, além de também ter que lidar com a possível e inevitável inadimplência de parte dos estudantes.

Confira a continuação de nosso artigo para descobrir o que é preciso ponderar ao definir o valor das mensalidades dos cursos da sua instituição de ensino!

Considerar os custos

Toda escola ou curso tem um custo fixo e um custo variável que precisam ser considerados na hora de estabelecer a precificação na educação. Isso porque o valor da mensalidade deve, obviamente, cobrir as despesas e também gerar lucro. Considera-se como custos fixos aqueles que são estruturais ou podem ser previstos com exatidão, e custos variáveis, aqueles que não são estruturais e, embora possam ter uma projeção, o valor não é exato.

Entre os custos fixos, temos a despesa com aluguel do local, folha de pagamento dos professores e colaboradores, impostos, parcelamentos de aquisição de equipamentos etc. Os custos fixos não variam de acordo com a quantidade de alunos ou aulas dadas, quer dizer, não são influenciados pela produção final.

Já os custos variáveis são aqueles que dependem de outros critérios para serem calculados. No caso de escolas e instituições de ensino, os materiais de aula, eletricidade, água e contas em geral, necessidade de manutenção dos equipamentos, divulgação etc. estão nessa categoria. É possível, com base no histórico, projetar esse custo, presumindo o gasto e determinando o orçamento, e com isso alcançar uma boa gestão escolar.

Avaliar os objetivos

Para saber quanto cobrar de mensalidade, um ponto importante é considerar o plano de negócios e a avaliação dos objetivos da escola: atingir um público diferenciado ou focar em uma captação maciça, o posicionamento da instituição perante o mercado, em quanto tempo se almeja determinada margem de lucro, dentre outros.

Com base nisso é possível fazer uma projeção atual e futura sobre a precificação da mensalidade, um plano de aumento da mensalidade nos próximos semestres ou anos ou ainda de descontos, como também de oferecimento de bolsas como estratégia de captação de alunos. Mapear o atual estado das finanças da escola e projetar as necessidades financeiras é um passo essencial para determinar o valor das mensalidades.

Estabelecer a capacidade de alunos

Uma pergunta extremamente relevante e, por vezes, negligenciada é: quantos alunos sua escola pode ter sem perder a qualidade do serviço? Muitos gestores educacionais tendem a ver salas lotadas como uma vantagem financeira, mas nem sempre extrapolar o limite de alunos pode ser uma boa ideia em longo prazo.

Além disso, ter a consciência de que sua escola suporta mil alunos e não 3 mil dá uma noção muito melhor de quanto é preciso cobrar na mensalidade para superar os custos fixos e variáveis e ainda obter lucro. Logo, estabelecer a capacidade mínima de alunos para o funcionamento da escola, a quantidade ideal e a máxima permite elaborar melhores estratégias financeiras.

Verificar os cursos ofertados

Alguns cursos são mais procurados que outros. Também há diferença no custo envolvido em determinadas áreas, o renome dos professores contratados, a qualidade das instalações e do ensino em si. Ou seja, para uma boa precificação na educação, é preciso considerar a qualidade e custos do curso que é ofertado.

Cursos mais procurados ou mais custosos são precificados com mensalidades maiores, é claro. Mas, por vezes, utilizar de descontos e bolsas pode ser uma boa forma de chamar a atenção sem efetivamente diminuir o preço dos cursos de ponta.

Levar em conta a inadimplência

Outro fator pouco considerado é que existe uma taxa comum de inadimplência dos alunos, que precisa entrar na conta a fim de ser balanceada na hora de precificar a mensalidade. Uma taxa de inadimplência usual e que não deve representar risco para a escola é de até 5%, de acordo com dados coletados pelo Sistema Financeiro Nacional do Banco Central no relatório de Estabilidade Financeira. Deve-se, portanto, considerar que haverá falta de pagamento por parte desse percentual, e que as demais mensalidades equilibram essa conta.

Taxas de inadimplência maiores que 5% podem também representar um bom termômetro para a precificação. Afinal, uma taxa de não pagamento alta indica que o preço pode estar acima do possível para o público-alvo e que é preciso fazer ajustes.

Definir a margem de lucro

Ciente dos custos fixos e variáveis envolvidos na execução das atividades administrativas e pedagógicas, a partir dos objetivos traçados no plano de negócios da escola, com a consciência da quantidade mínima, ideal e máxima de estudantes e com base nos cursos ofertados e seus diferenciais, é possível estabelecer o valor mínimo de custo médio por estudante. A partir disso, é preciso estabelecer uma margem de lucro desejado.

Para tanto, é necessário saber algumas informações sobre o público-alvo, mediante pesquisas de perfil e análise dos estudantes atuais. Uma delas é a condição socioeconômica média do público, ou seja, qual o limite que ele pode pagar para fazer o curso. Não adianta aumentar a margem de lucro para uma porcentagem de 300% , por exemplo, se o número de alunos cair gradativamente.

A margem de lucro é a parte mais cuidadosa para se precificar. Ela não pode ser baixa demais a ponto de a escola não ter reservas ou gerar renda, mas também não pode ser tão alta a ponto de não conseguir captar o número mínimo de estudantes necessários, ao assustá-los com os preços.

A precificação na educação é extremamente relevante, pois é um dos principais critérios que pesarão na hora de decidir sobre a matrícula em um curso. No entanto, existem outros fatores que são considerados pelos potenciais alunos. Por isso, é muito importante pensar em ações assertivas para atrair e captar estudantes para a sua instituição de ensino. Esse tipo de trabalho pode requerer um conhecimento especializado, e contar com uma empresa renomada para isso é uma excelente ideia.

Aumente o número de matrículas do seu curso ou escola com estratégias de macro captação, projetos estratégicos para atração de público alvo em grande proporção com a finalidade de gerar matrículas saudáveis. Entre em contato conosco e descubra como podemos ajudá-lo!